segunda-feira, 14 de março de 2011

Um poema de Federico García Lorca




Malaguenha

A morte
entra e sai
da taberna.
Passam cavalos negros
e gente sinistra
pelos fundos caminhos
da guitarra.
E há um cheiro de sal
e de sangue de fêmea
nos nardos febris
da beira-mar.
A morte
entra e sai,
e sai e entra
a morte
da taberna.

Tradução por William Agel de Melo

Malagueña

La muerte
entra y sale
de la taberna.
Pasan caballos negros
y gente siniestra
por los hondos caminos
de la guitarra.
Y hay un olor a sal
y a sangre de hembra,
en los nardos febriles
de la marina.
La muerte
entra y sale
y sale y entra
la muerte
de la taberna.




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LORCA, Federico García. “Poema del Cante Jondo”. In: Obra poética completa. Edição bilingue. Trad. portuguesa por W. Agel de Melo. Brasília: Ed. Universidade de Brasília. São Paulo: Martins Fontes, 1989, p.220.



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