segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Três poemas de Emily Dickinson



Fazer a Toalete – após a Morte
Frio deixar na Toalete
O único Sabor que ela nos dava –
É difícil, embora –

Seja mais fácil – que fazer as Tranças –
E um ar feliz dar ao Corpete –
Se o olho que a mimou foi arrancado –
Por Decálogos – fora –

***

A brasa arde e enrubesce –
Ó alma sob as Cinzas
Todo esse tempo e não morreste?
A brasa arde e sorri –

Branda Luz se faz nova
Brilham horas extintas
Próprio do Fogo é a persistência
E Prometeu não viu –

 ***

Por Deus, partiu como um soldado,
O fuzil junto ao peito –
Meu Deus, seja ele o mais valente
Dentre os guerreiros.

Ó Deus, pudesse eu vê-lo ainda
Com dragonas na farda –
Nem temeria o inimigo
Nem as batalhas.


*Tradução de José Lira

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